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infecções pelo coronavírus explodiram na Índia

 


Harsh Vardhan, declarou que o país estava na "fase final" da pandemia de covid-19.

KLiderança do primeiro-ministro Narendra Modi como um "exemplo para o mundo na cooperação internacional". Em janeiro, a Índia começou a enviar doses para países estrangeiros como parte de sua muito alardeada "diplomacia de vacinas".

Desenfreado de Vardhan foi baseado em uma queda acentuada nas notificações de infecções.

Causos de 93 mil casos por dia, em média, em setembro, as infecções diminuíram constantemente. Em meados de fevereiro, a Índia contava em média 11 mil casos por dia. A média móvel de sete dias de mortes diárias pela doença caiu para menos de 100.

Estava "derrubando a curva de infecção da covid". Havia evidências, eles disseram, em termos poéticos, de que a economia estava "surgindo em meio às sombras cada vez mais longas do inverno em direção a um lugar ao sol". Modi foi chamado de "guru da vacina".

Eleitorais da Índia anunciaram eleições importantes em cinco estados, onde 186 milhões de pessoas poderiam votar para cargos em 824 assentos. A partir de 27 de março, as pesquisas eleitorais se estenderiam por mais de um mês e, no caso do estado de Bengala Ocidental, seriam realizadas em oito fases. A campanha começou a todo vapor, sem protocolos de segurança e distanciamento social.


Esporte popular na Índia, permitiu que mais de 130 mil torcedores, a maioria sem máscara, assistissem a duas partidas entre a Índia e a Inglaterra no estádio Narendra Modi, em Gujarat.

Começaram a se complicar. A Índia mergulhou nas garras de uma segunda onda devastadora do vírus e as cidades passaram a enfrentar novos lockdowns.

Média de mais de 100 mil novos casos por dia. No domingo (18/4), registrou mais de 270 mil casos e mais de 1.600 mortes. Se nada for feito, a Índia poderá registrar mais de 2.300 mortes todos os dias na primeira semana de junho, de acordo com um relatório da força-tarefa da Índia para a covid-19 da revista Lancet.

Capital, Nova Délhi, acaba de impor um lockdown de uma semana depois de um aumento recorde de casos que sobrecarregou o sistema de saúde da cidade.

Cheios de vídeos de funerais de mortes por covid-19 em cemitérios lotados, parentes chorando os mortos fora de hospitais, longas filas de ambulâncias carregando pacientes ofegantes, necrotérios transbordando de mortos, além de pacientes, às vezes dois por leito, em corredores e saguões de hospitais.

Leitos, remédios, oxigênio e exames. Os medicamentos estão sendo vendidos no mercado negro e os resultados dos testes estão demorando dias. "Por três horas, eles não me disseram que meu filho estava morto", disse uma mãe atordoada em um vídeo, sentada do lado de fora de uma UTI.

Agora está sofrendo. No início, a campanha sofreu com uma controvérsia sobre a eficácia de uma vacina local. Agora, mesmo com o país acelerando a campanha e administrando mais de 100 milhões de doses até a semana passada, há escassez de vacinas.

Fabricante de vacinas do país - e do mundo - disse que não seria capaz de aumentar o fornecimento antes de junho porque não tinha recursos financeiros suficientes para expandir sua capacidade.

Todas as exportações da vacina da Oxford com AstraZeneca, uma vez que as doses eram necessárias com urgência dentro do país. Também permitiu a importação de vacinas estrangeiras. Até o oxigênio seria possivelmente importado agora para atender ao aumento da demanda.

Longe da morte e do desespero, o torneio de críquete mais rico do mundo era disputado a portas fechadas todas as noites, dezenas de milhares de pessoas seguiam seus líderes em comícios eleitorais e outras participavam do festival hindu de Kumbh Mela. "É além do surreal o que está acontecendo", disse à Shiv Visvanathan, um professor de sociologia.



FONTE: BBC

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