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“Programando” um futuro com mais equidade

 

Estarão onde elas quiserem e é verdade, mas quando vemos oportunidades em um mundo cada vez mais digital, a tecnologia e a inovação sempre constam na lista de carreiras promissoras, independente do gênero. Nos últimos cinco anos, a participação feminina na área de tecnologia cresceu 60%, porém, as mulheres representam apenas 20% da força de trabalho neste setor, segundo levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) realizado em 2019.

Realizado na América Latina, 25% da população feminina trabalha informalmente; as organizações continuam a remunerar menos as mulheres do que os homens para as mesmas posições e ainda com uma diferença inexplicável de 17%. A pesquisa indica que apesar de mulheres estudarem, em média,  mais do que os homens, ainda temos poucas que se formam e seguem carreira STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). O estudo também mostra que as mulheres ainda são minoria em todos os níveis de carreira nas empresas e esse gap aumenta nos níveis mais altos da hierarquia corporativa. O cuidado com a família continua sendo preocupação das mulheres, que trabalham duas vezes mais que os homens nessa tarefa e não são remuneradas por isso.

Mulheres, seja na tecnologia ou em outra área majoritariamente masculina, tem impacto tanto no desempenho da cultura organizacional das empresas quanto nos lucros. Se o público feminino fosse mais presente na economia global, possivelmente o PIB gerado aumentaria em US$ 28 trilhões até 2025 – o equivalente às economias norte-americana e chinesa juntas, segundo levantamento de 2015 do Instituto McKinsey Global.

Presença feminina, a inclusão tem que estar inserida na cultura da empresa e ainda é necessária uma liderança consciente, que saiba a importância de uma equipe diversa para a geração de resultados, que demonstre comportamentos intencionais e genuínos a fim de provocar mudanças.

Trabalho inclusivos, remover vieses inconscientes nas práticas de contratação e promoção de pessoas, aumentar a representatividade de mulheres em todos os níveis da organização (não apenas em funções específicas e cargos de entrada), criação de grupos de afinidades e comitês internos de diversidade e inclusão, contratação de consultorias externas especializadas na abordagem do tema, investimento na educação da população sobre o assunto (através de palestras, eventos, livros, workshops), implementação de programas que garantam o progresso dos talentos femininos e parcerias com instituições de educação para acelerar as condições de acesso à tecnologia para populações carentes.

Poder da tecnologia para empoderar mulheres e também nas mulheres para transformar a tecnologia. É muito bom saber que não estamos sós, há muitas empresas desse setor fazendo trabalhos semelhantes e dispostas a garantir uma evolução significativa, com todos os benefícios que a diversidade de gênero pode trazer.

Observado de perto desde 2018 é o da Cloud Girls, trata-se do maior Meet up de tecnologia com esse perfil no país, com foco em eventos exclusivos para mulheres, hoje com mais de 11 mil membros ativos. Um dos nossos objetivos nessa parceria é proporcionar às participantes a possibilidade de aperfeiçoamento, recolocação, networking e discussão sobre a carreira e a vida.
 

PrograMaria, que tem justamente como proposta empoderar mulheres através da tecnologia e diminuir o gap de gênero no mercado de trabalho, capacitando mulheres para programação. Esse ano, a parceria criou a iniciativa Intitulada #MaisDiversidadeNaTecnologia, que busca capacitar e trazer mais mulheres negras e pessoas trans para a área de tecnologia. A próxima atividade da iniciativa acontecerá na quinta (30/09) e terá como tema: afrofuturismo – movimento social que valoriza a ancestralidade africana enquanto debate aspectos estéticos e sociais da política, ciências, ficção científica e tecnologia.


FONTE: TECMUNDO

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