CONFIRA

Da negação da covid-19 à UTI

 


Filho, meu marido, minha irmã, meu cunhado, todos menos eu. Não tive essa coragem.” Agora está em casa e continua dando positivo para covid-19, mas já não precisa de oxigênio. Várias vezes ela lembra que esteve “com um pé na cova”. Ficou algumas semanas internada no Hospital La Princesa de Madri, uma delas na Unidade de Terapia Intensiva: “Não sei como agradecer aos médicos que me salvaram a vida, e vou me vacinar assim que puder”. Essa mulher de 50 anos faz parte da pequena porcentagem de pessoas nessa faixa etária que ainda não receberam nenhuma dose de vacina contra a covid-19 em Madri, 2,6%.



São seguras e eficazes”. A evolução da pandemia de coronavírus ao longo deste ano provou isso; em novembro, uma análise dos dados das regiões espanholas feita pelo EL PAÍS mostrou que 6 de cada 10 internados na UTI por coronavírus não tinham sido vacinados; há duas semanas, os dados que o Ministério da Saúde da Espanha começou a divulgar separados por vacinados e não vacinados, por necessidade de internação em unidades de tratamento intermediário e na UTI, e por óbitos são mais uma constatação.



Dos novos casos com informação sobre vacinação, as taxas de infecção entre os que ainda não receberam a vacina são duas e até três vezes maiores do que entre os que foram imunizados.



É o caso de quem precisa de hospitalização e tem entre 60 e 79 anos, com uma taxa de 46,2 por 100.000 habitantes, enquanto a dos internados dessa faixa etária com o esquema vacinal completo é de 2,8. Além disso, afirma Fernando de la Calle, especialista de Doenças Tropicais do Hospital La Paz e Carlos III, em Madri, “é tangível nas dependências hospitalares que a vacina funciona, desde o início”.



Madri tem 464 pacientes internados em unidades de emergência e 133 em UTIs, segundo o último boletim oficial, de terça-feira. “E a grande maioria dos que acabaram nas Unidades de Atendimento Respiratório Intermediário e nas UTIs não era vacinada”, detalha o médico. A covid-19, acrescenta, “continua sendo agressiva, desde a primeira onda”, mas com uma diferença: “Agora temos uma arma para evitá-la e tem gente que não quer usar essa arma. Os casos que vemos agora são especialmente dolorosos porque poderiam ter sido evitados, grávidas muito graves, por exemplo, o que é duplamente dramático. Ou gente jovem, de 50 anos”.



Todos, não vacinados por vários motivos, estão se recuperando agora da infecção. Quatro precisaram ser internados na UTI e todos, sem exceção, garantem que vão se vacinar assim que puderem. Em Madri, desde 21 de agosto, os menores de 65 anos só precisam esperar um mês depois da infecção para poder receber a vacina, desde que o estado clínico do paciente permita. Um dos que mencionamos já pôde recebê-la. Eles contam aqui sua história.








FONTE: DIA BRASIL NEWS, AJUDE NOSSO SITE COMPARTILHANDO CONTEÚDO NOSSO GALERA ...........


Postar um comentário

0 Comentários