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Construção de novo gasoduto amplia disputa entre Rússia

 


Restam apenas 138 quilômetros para sua conclusão (6% do total). Mas a controvérsia permanece. O megaprojeto, que levará gás russo à Alemanha, continua dividindo a União Europeia, onde os países do Leste temem que a estrutura se transforme em outro tentáculo da influência de Moscou. Enquanto isso, paira a ideia de novas sanções dos Estados Unidos, que também têm seus próprios interesses estratégicos e comerciais, contra as empresas que participam do projeto.







Relações do Ocidente com uma Rússia cada vez mais assertiva, e sobre a cooperação com o Kremlin em assuntos estratégicos. Depois a energética, com o debate sobre futuro do uso do gás frente a outras fontes menos poluentes. E finalmente a comercial, com a disputa entre Washington e Moscou que atravessam o pior momento de suas relações, por este último tentar introduzir seu gás no mercado europeu.







O Nord Stream 2, com um custo de 9,5 bilhões de euros (cerca de 64 bilhões de reais), metade financiada pela Gazprom e outra metade pelos investidores europeus, ganhou impulso quando o social-democrata Gerhard Schröder deixou a Chancelaria alemã e se tornou assessor da Gazprom. O novo gasoduto permitirá agora que a gigante russa entregue 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano à Europa através de 2.460 quilômetros de tubulações que cobrem os mais de 1.200 quilômetros da russa Ust-Luga até Lubmin, uma pequena localidade muito próxima à cidade de Greifswald, na Alemanha.








EUA impuseram em dezembro daquele ano às empresas participantes provocaram um enorme atraso. Também geraram perdas bilionárias à Gazprom e a indignação do Kremlin, que defende a viabilidade do gasoduto de forma contundente. O envenenamento do líder opositor Alexei Navalny em agosto passado, que quase lhe tirou a vida e no qual o Ocidente vê a mão do Kremlin, deixou o tema ainda mais quente. As vozes que exigem a paralisação total do Nord Stream 2 voltaram a se elevar, com a recente e polêmica condenação de Navalny a mais de três anos de prisão por um caso antigo. O opositor já cumpre pena numa severa colônia penal russa.





O Parlamento Europeu pediu a paralisação das obras. Mas a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel se mantém firme. Diz que o Nord Stream 2 é um negócio privado e insiste em separá-lo do direito que a UE tem de continuar impondo sanções a indivíduos russos em resposta ao caso Navalny e à dura repressão das manifestações pacíficas na Rússia.






10 bilhões de euros (67 bilhões de reais)”, diz. Os Verdes, que despontaram como o partido decisivo na Alemanha após as eleições de setembro, não gostam do projeto. “É ruim para os objetivos climáticos da UE. Se levarmos a sério o green deal, chegar a emissões zero em 2050, não podemos construir uma nova infraestrutura de combustível fóssil”, afirma Trittin. Mas legalmente, ele reconhece, não se poderia paralisar a obra sem compensar com bilhões a Gazprom e uma centena de investidores, entre eles a francesa Engie, a austríaca OWV, a holandesa Shell e as alemãs Wintershall DEA e Uniper. O deputado também qualifica de “besteira” o argumento da dependência energética da Rússia. “A Europa pode conseguir gás em qualquer parte. A Rússia é muito mais dependente de nós porque sua economia sofreria muito se deixasse de nos mandar gás. O principal problema do gasoduto é que, como europeus, prolongamos nossa dependência dos combustíveis fósseis”, afirma.







Grandes instrumentos geoestratégicos. A economia russa é fortemente baseada nos hidrocarbonetos, que respondem por 62% das exportações. Para o Kremlin, no entanto, a geopolítica tem uma importância ainda maior. Tem demonstrado isso com frequência ao apostar em projetos de duvidosa viabilidade a curto prazo, como o gasoduto Poder da Sibéria, entre a Rússia e a China, que “dificilmente será rentável”, segundo o especialista em energia Mikhail Krutijin, mas que é uma forma de consolidar a virada de Moscou para Pequim. Também é o caso do TurkStream, que flui através da Turquia e enfrentará uma dura concorrência, mas que é outra ferramenta das “ambições políticas do Kremlin” para expandir sua influência e, ao mesmo tempo, evitar que seu gás atravesse a Ucrânia, diz Krutijin.







Boa solução para reforçar a segurança energética da Europa e faz parte de uma frutífera “parceria estratégica” entre Moscou e Berlim, sobretudo em matéria de energia. “Por isso, os projetos energéticos têm sido um objetivo para terceiros países interessados em debilitar a economia e as posições internacionais tanto da Alemanha como da Rússia”, afirma. “O principal beneficiário são os EUA, assim como os países europeus orientados a Washington ou que estão perdendo o trânsito do gás russo”, argumenta o deputado do Rússia Unida (partido do Governo).









FONTE: DIA BRASIL NEWS, AJUDE NOSSO SITE COMPARTILHANDO CONTEÚDO NOSSO GALERA ..........

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