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Multidão volta a se reunir em Moscou

 


Os irônicos versos e os ritmos eletrônicos do contestatório grupo IC3PEAK colocaram música em uma enorme manifestação em Moscou. 50.000 pessoas 20.000 segundo a polícia se reuniram em um sábado chuvoso e cinzento no protesto-show para exigir eleições locais livres e justas. Pela quarta semana consecutiva, os moscovitas desafiaram o Kremlin e exigiram que as listas sejam abertas aos candidatos de oposição, que não têm a permissão de participar. A maioria está em prisão preventiva. São acusados de participar do que as autoridades chamaram de distúrbios maciços.







Estão tentando distrair a população de seus pedidos políticos com manobras e elementos que não são políticos. E o que as pessoas querem é justamente falar de política”, ressalta a analista Tatyana Stanovaya. Mas foi um fracasso, apenas poucos milhares compareceram. A participação do IC3PEAK, do conhecido rapper Face, do grupo de rock Krovostok e o pedido de participação não somente dos opositores, como também de populares blogueiros, artistas e celebridades foram um grande aliciador. Também a repressão policial. Nas duas mobilizações anteriores, que ao contrário dessa não estavam autorizadas, ocorreram 2.400 prisões, de acordo com a organização OVD-Info.






O que as autoridades fazem, não só em Moscou, mas por toda a Rússia, é repugnante e não podemos ficar calados”, frisa a jovem, que leva uma fotografia de Yegor Zhukov. O estudante universitário e popular blogueiro é um dos presos por “incitar” os protestos, que está em prisão preventiva há oito dias e pode ser condenando a até oito anos de cadeia.







Menos de 30 e as com mais de 60 são maioria. Protestos sem cobertura na imprensa estatal – ou com cobertura mínima em que foram taxados de “violentos” em que se ouve “Putin, ladrão”, “Rússia sem Putin” e “Deixe-os passar” (pelos candidatos opositores que não tiveram a permissão de concorrer pela alegação de irregularidades e falta das assinaturas necessárias).





No fundo, diz a analista Stanovaya, há outros problemas nucleares que, mesmo estando enterrados por enquanto, fortalecem a mobilização: a situação econômica; a reforma da previdência, que aumentou a idade de aposentadoria; e a perda de confiança no Governo e no presidente russo, Vladimir Putin, que acaba de completar duas décadas no poder (entre seus anos de presidente e primeiro-ministro).





O foco na geopolítica ao mesmo tempo em que os problemas internos não são resolvidos e a inação diante dos escândalos de corrupção enquanto muitos russos enfrentam problemas também estão por trás da queda da popularidade de Putin para 64%, alto para os padrões ocidentais, mas sua nota mais baixa desde 2013. No sábado, o presidente russo, que ainda não falou sobre a mobilização, está na Crimeia. Viajou de moto com o grupo ultranacionalista Lobos da Noite pela península ucraniana que a Rússia anexou em 2014.







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