Roubos e agressões gera medo na estação Barra Funda em SP

 

Só que não era o bastante, e começaram a me chutar", esse é o relato da agressão que a designer Yakari Camada sofreu dentro da estação Palmeiras-Barra Funda, da linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, por adolescentes.

Mais de 2 mil comentários de internautas revoltados com a insegurança. Alguns usuários chegaram a escrever que também foram vítimas de furtos no local. "Trabalho próximo à estação. Nós estamos sofrendo com esses assaltos. Várias vezes pedimos socorro para a polícia e guardas do Metrô, mas não resolvem nada", afirma Samanta Farias.

Cotidiano, especialmente nas estações Anhangabaú e na Palmeiras-Barra Funda. "São meninos, menores de idade, que agem em grupos. Normalmente eles ficam nas rampas, onde a visão dos seguranças e as imagens das câmeras ficam encobertas. Nós corremos atrás deles, mas é muito difícil pegar porque somos poucos", explicou. Segundo ele, são poucas as ações integradas. 

O local é utilizado por passageiros desses ônibus e por quem caminha em direção ao trecho do bairro da Barra Funda mais próximo ao viaduto Pacaembu. "Ao sair da rampa, já na parte inferior, um grupo veio em minha direção e eu seria assaltada se um homem não tivesse se aproximado e fingido que estava comigo", afirmou uma jornalista que trabalha na região.

Segundo o Metrô, a responsabilidade por essa área é da Socicam, que administra o terminal rodoviário da Barra Funda. Procurada, a Socicam não se manifestou sobre a insegurança no local. 

Ela estava acompanhada, desistiram. "Meus amigos estavam atrás de mim, mas eles acharam que eu estava sozinha. Lá [estação] tem muita ocorrência de arrastões, então tem que ficar de olho aberto, porque os seguranças simplesmente não fazem nada".

Anonimato pela reportagem, diz que o problema é a falta de equipes de segurança nas estações. Segundo ele, quando há jogo de futebol e os usuários utilizam determinadas estações, para as quais os seguranças são encaminhados, a vigilância se torna mais restrita nas demais.

Ana Beatriz Costa afirma que no último dia de aula da faculdade voltava para casa e, na estação Belém, presenciou três meninos abordando uma mulher. Segundo a estudante, um deles segurou os braços das vítimas, outro pegou a bolsa, e o terceiro revistou os bolsos da calça. Em seguida, fugiram correndo.

OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Ariel de Castro Alves, "há um aumento da população desses jovens nas ruas de São Paulo e alguns sobrevivem como pedintes, em situações de trabalho infantil ou cometendo furtos e roubos", disse.

Censo realizado pela prefeitura de São Paulo revelou que crianças e adolescentes em situação de rua se concentram em mais de 520 pontos da capital, sendo possivelmente as regiões mais afetadas.

Adolescentes com mais de 12 anos só podem ser apreendidos em crimes com violência ou grave ameaça. Em furtos, pegos em flagrante, são levados pra delegacia e liberados com o comparecimento dos pais ou responsáveis. Em roubos, pegos em flagrante, podem ficar detidos e são encaminhados para a Fundação Casa", explicou Alves.

A Companhia mantém agentes de segurança pela estação, que realizam rondas constantes. É importante que os passageiros comuniquem todos os casos a um funcionário para a adoção de rápidas medidas", afirmou o Metrô. 


FONTE: DIA BRASIL NEWS, AJUDE O NOSSO SITE COMPARTILHANDO NOSSOS CONTEÚDOS .....
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